quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A ILHA SAGRADA JAPONESA QUE NÃO PERMITE A ENTRADA DE MULHERES


Com 800 mil metros quadrados, o equivalente a seis vezes o estádio do Maracanã, Okinoshima é uma ilha ao sul do Japão e um dos locais mais sagrados do país.

Segundo a lenda, antigos deuses xintoístas colocaram ali três imperatrizes para que cuidassem e protegessem a nação.

Há mais de 600 anos, são realizados rituais de oração em Okinoshima pela segurança das embarcações e pelo sucesso das missões diplomáticas do Japão no continente asiático.

Apesar das ilustres figuras femininas, cuja presença está imortalizada em uma série de rochas no topo da principal montanha da ilha, a entrada das mulheres em Okinoshima, no entanto, é proibida.

A ilha está localizada no mar de Genkai, uma antiga rota comercial entre o Japão e a Coreia, e faz parte da jurisdição da cidade de Munakata, na província de Fukuoka, no sul do Japão.
Local sagrado

Okinoshima, considerada uma shinto kami (local sagrado) é propriedade do Santuário Munakata Taisha.

O santuário permite apenas a entrada de seus sacerdotes à ilha, exceto durante o festival anual celebrado em maio, quando 200 homens recebem permissão para entrar no local.

Não há uma explicação precisa sobre a proibição à entrada de mulheres.

Alguns dizem que o veto é devido à menstruação: a religião xintoísta considera que o sangue é impuro e "sujaria" o local sagrado.

Outros acreditam que como os deslocamentos a Okinoshima costumam ser muito perigosos, as mulheres seriam proibidas de viajar à ilha como medida de segurança.

Os rituais celebrados durante o século 4 eram presididos pelo clã Munakata, que controlou a região e está enterrado na ilha.

Hoje os rituais são celebrados nos santuários das três imperatrizes de Munakata conhecidas como Tagorihimi-no-Kami (que representa a neblina do mar), Tagitshuhime-no-Kami (que representa a maré violenta) e a Ichikishimahime-no-Kami (que presenta os atos de adoração aos deuses).
"Honrados"

Até agora, cerca de 80 mil artefatos foram descobertos na ilha, incluindo joias e ornamentos, classificados como tesouro nacional pelo governo japonês.

"Os pescadores locais veneram Okinoshima desde os tempos antigos e vêm protegendo a cidade sagrada", disse Tadahiko Nakamura, chefe da Cooperativa de Pescaria de Munakata ao jornal japonês "The Japan Times".

"Ficaríamos honrados", se a ilha se tornasse "Patrimônio Mundial" pela Unesco.

Mas entre os moradores cresce a preocupação de que a láurea possa atrair excesso de turistas.

"Não queremos que as pessoas se aproximem dos deuses sem a devida reflexão", assegura Nakamura.

Segundo o Japan Times, não há previsão de mudança nas regras de proibição à entrada de mulheres na ilha.

Além de Okinashima, a lista do governo japonês também inclui os santuários de Munakata Taisha, em Munakata, e o antigo cemitério de Fukutsu.

A expectativa é de que o comitê da Unesco anuncie quais locais se tornarão Patrimônio Mundial na metade do ano que vem.


Fonte: Noticias UOL

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ESTADO ISLÂMICO DESTRÓI MAIS ANTIGO MOSTEIRO CRISTÃO DO IRAQUE


O mosteiro cristão mais antigo do Iraque foi reduzido a escombros, tornando-se mais uma vítima da destruição implacável do grupo extremista Estado Islâmico (EI). Por 1.400 anos, o complexo sobreviveu a ataques do homem e a fenômenos da natureza, servindo como um centro da comunidade cristã regional, atraindo fieis de toda a região para orar com os seus sacerdotes.

Fotos de satélite mostram que o Mosteiro Santo Elias, na cidade de Mossul, foi completamente destruído, confirmando temores das autoridades religiosas. O complexo foi usado ainda como lugar de culto por soldados americanos.



Abalado, o reverendo Paul Thabit Habib, de 39 anos, olhou para as imagens que mostram o mosteiro de sua cidade natal antes e depois de ser destruído.

— Eu não posso descrever minha tristeza — disse ele. — Nossa história cristã em Mossul está sendo barbaramente destruída. Vemos isso como uma tentativa de nos expulsar do Iraque, eliminando e finalizando a nossa existência nesta terra.

O Estado Islâmico, que rompeu com a al-Qaeda e agora controla grande parte do Iraque e da Síria, matou milhares de civis e forçou a fuga de centenas de milhares de cristãos, ameaçando uma religião que tem resistido na região há dois mil anos.

Ao longo do caminho, seus combatentes destruíram edifícios, ruínas históricas e estruturas culturalmente significativas consideradas contrárias à sua interpretação do Islã.

Agora, o mosteiro juntou-se a uma lista crescente de mais de cem locais religiosos e históricos demolidos, incluindo mesquitas, túmulos, santuários e igrejas na Síria e no Iraque. Os extremistas têm destruído monumentos antigos em Nínive, Palmira e Hatra. Museus e bibliotecas foram saqueados, livros queimados e obras de arte destruídas ou traficadas.

Suzanne Bott, que passou mais de dois anos restaurando o Mosteiro Santo Elias como conselheira cultural do Departamento de Estado dos EUA, no Iraque, chorou ao ver as imagens.

— O que perdemos é um lembrança muito tangível das raízes de uma religião — lamentou.

A partir da análise das imagens, concluiu-se que o mosteiro foi destruído entre os dias 27 de agosto e 28 de setembro de 2014.

Nesta foto de 3 de abril de 2010, divulgada pelo Exército dos EUA, soldados celebram uma missa da Páscoa no Mosteiro Santo Elias - Staff Sgt. Russell Lee Klika / AP


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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

“SÃO OS TRANSGRESSORES QUE FAZEM A HISTÓRIA AVANÇAR”, DIZ MANU CHAO


Traído pela ameaça de instalação de uma fábrica da Monsanto na província argentina de Córdoba, Manu Chao se reuniu com moradores das Malvinas Argentinas e fez um show intimista para os cerca de 20 militantes que se concentraram na praça central da cidade e que há mais de um ano resistem contra a multinacional.

Por Lucas Martin e Ezequiel Lopardo na Revista Trincheira

A seguinte entrevista foi concedida pelo cantor francês em Buenos Aires, após sua passagem pelas Malvinas Argentinas. O Diferente, Pero no Mucho reproduz os principais trechos da conversa de Manu Chao com os jornalistas Lucas Martin e Ezequiel Lopardo, realizada em novembro do ano passado. 

Leia a entrevista na íntegra: 

Em geral, para todo artista é difícil definir para quem ele cria, mas o certo é que todos na hora de eleger um estilo, uma estética, uma temática, acaba definindo. Como é isso para Manu Chao?

Para minha maneira de encarar as coisas, minha arte sinceramente é para todo mundo. Egoisticamente lhes diria que é para mim. É minha pequena terapia pessoal para aguentar esse mundo. Assim me curo, assim o aguento. A partir daí, a quem sirva. Mas é para todo o mundo. É um processo interno, pessoal e serve para mim, e se esse processo serve para mais pessoas, que é o que tem ocorrido, pois que sejam bem-vindos.

Uma emoção, uma palavra, uma melodia. Minha arte é música mais que tudo; há mais coisas, mas se falamos do que propôs, é assim. Eu nunca pensei se era dirigido a alguém. Minha arte está dirigida a quem lhe sirva. No bom sentido da palavra, a quem ela possa ajudar.

Aqui Mano Negra [antigo grupo de Chao] repercutiu, mas quando saiu o disco solo Clandestino contribuiu para que nos encontrássemos com nós mesmos, com nossa Pátria Grande. Nos ajudou a nos vermos sem vergonha como indígenas, negros, mestiços, pobres. A sentirmos novamente como parte de Nossa América e menos ianques. Como sentiu esse primeiro disco solo?

Quando respondi a primeira pergunta, de que minha música é para quem sirva, eu penso que Clandestino serviu. Serviu a isso em um momento, em uma época histórica — final dos anos 1990, 2000 —. Este disco foi como um pequeno tubo de oxigênio para respirar um pouco e sair para a luta de novo. Eu o vi assim e me serviu assim.

Em suas músicas há um apoio — às vezes mais explícito, às vezes menos — a diferentes lutas que há no mundo. Como se dá essa relação entre a música e suas posturas?

Essas posturas tenho defendido enquanto cidadão. Eu não sei bem analisar minha música, mas nenhuma delas é realmente panfletária. O lado assim mais combativo, não estou seguro que esteja na minha música, mas as pessoas entendem assim. Eu não sei analisar, mas há frases, há uma certa liberdade. Mas o lado realmente de ativista cidadão eu me coloco mais como algo paralelo, mais como pessoa. São os trabalhos de ajuda cidadã. É preciso ajudar-se mutuamente. Eu acredito nisso

Todos conhecemos Manu Chao ambulante, que canta aqui e acolá, onde tem vontade. Mas quando volta para a sua casa, como lida com sua vizinhança?

Eu sou apaixonado pela vizinhança, minha cidadania como vizinho é algo muito importante na minha vida. Você vive em um rincão do planeta e está rodeado por vizinhos e tem que se entender com eles. Se não se entende com seus vizinhos, como vai se entender com todo o mundo? Começa pela sua casa.

Até que o vizinho… alguns na sequência te roubam, outros são reacionários pelas ideias, pela cultura, porque “o Manu é um vermelho e eu sou de direita”. Me chamem de vermelho se quiserem, mas primeiro é meu vizinho, no que precisar de mim, aqui me terás. E rapidamente eles vêm.

E eu sou músico. Como posso ajudar no meu bairro? Pois com música. Dou aulas de violão para as crianças do bairro, os levo para casa ou na calçada e “tatatata”. O truque acontece naturalmente. As mães ficam gratas, porque primeiro a criança volta iluminada e segundo, porque lhe tiro o filho por uma, duas horinhas. A mãe não está preocupada se a criança está bem. E à noite chega uma tortilla, uma comidinha.

Vendo a vida desde este lugar de simplicidade, de bairro, de surpresas simples e cotidianas, como crê que deve ser a arte?

A arte tem que ser livre. Não tem porque ter receitas e deve ser algo totalmente sem padrões de construção. É mais, creio que no mundo da arte em geral há muitos patrões… em todos os sentidos.
Eu acho que o artista tem que ser livre para fazer uma arte que a mim me pareça interessante, porque se é livre, não aplica o manual, e se não aplica o manual será surpreendente, vai se surpreender. Eu penso que na história da humanidade, da cultura, os que sempre fizeram avançar foram os transgressores.

Para o continente latino-americano esses modelos fracassados, na música, foram chave para que surgisse algo novo no campo popular. Que elementos importantes encontra em Nossa América?
Que encontro? Amplitude e diversidade, essa é a minha resposta. Não posso dizer exatamente o que encontro, mas sim o que me deu. Foi uma aprendizagem de vida fenomenal. A conhecia de pequeno, pelos discos, pela cultura, pelo ativismo da época, com todos os exilados.

Minha família exilada da Espanha, do Chile, da Argentina, do Uruguai. Então havia toda uma comunidade latina no meu país e eu mamei desde pequeno, sem me inteirar dos problemas políticos.

Estava nos vinis: Bola de Nieve — cantor, compositor e pianista cubano dos anos 1950-60 — meu grande herói da infância. Creio que no meu desenvolvimento da música latina, meu primeiro professor foi Bola de Nieve, o amava desde pequeno.

Há um personagem argentino que você tem cantado muito. Por que Maradona?

Eu o cantei duas vezes. A primeira com o Mano Negra por tietagem total. Gostava dele porque era o único que abria a boca, que não dizia “sim, como queira o senhor”, o único transgressor para o bem e para o mal, mas que pelo menos rompia com as barreiras.

Com os anos tive a sorte de conhecê-lo em Nápoles, quando voltou para lá. Eu conheci Diego, e me pareceu bem com o bom e o mau que tem; porque é um ser humano e tem suas cagadas. Gostei porque há algo que pratico também e que ele também pratica. Ser Maradona não é fácil, e é disso que se trata… ”a vida tombola [a vida é uma loteria]”. É fácil criticá-lo ou dizer que é um deus, mas se coloque na pele de Maradona e veja como resolvê-lo.

O que gostei nele é que realmente é um cara do momento presente, assim o analiso. Diego não está nem no passado, nem no futuro, mas está aqui e te olha e… o que ocorre: Bem ou mal, damos risada de uma piada ou não, mas está. Não está pensando em outra coisa ou em quando irá embora. Não, mas está 100% no momento que está vivendo contigo ou comigo, ou com quem seja. Com o gari do estádio do Nápoles o vi dar seu tempo: ficar, falar, perguntar pela menina, perguntar pelo filho. Diego quando está, está.

Assista ao clipe de Clandestino:

 


Fonte: Blog Diferente, pero no mucho

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BRASIL: LICENÇA ILEGAL NO GOVERNO AÉCIO DEU CAUSA À TRAGÉDIA DE MARIANA


A devastação provocada pelos rejeitos das duas barragens da Samarco-Vale em Mariana, evidenciavam que não se tratava de um acidente. Além do desastre socioambiental, a falta de um simples plano de emergência, as denúncias feitas pela população atingida e a conduta da empresa apontavam na direção de um crime.

Segundo o MP, a licença prévia para a obra em Mariana foi concedida, em 2007, pelo governo tucano sem a apresentação do projeto executivo pela mineradora, que reúne todas as informações de uma intervenção deste porte.

“O Ministério Público, desde o início, analisou o licenciamento com a maior profundidade possível. Podemos apontar com grande exatidão que ele (licenciamento) foi decisivo para que ocorresse essa tragédia”, enfatizou o promotor Carlos Eduardo Ferreira, um dos responsáveis pelo caso, em entrevista ao Globo.

O rompimento da barragem provocou a morte de 17 pessoas e contaminou boa parte da extensão do Rio Doce chegando ao litoral do Espírito Santo e, segundo órgãos ambientalistas, os resíduos podem ter até alcançado o litoral sul da Bahia e o Arquipélago de Abrolhos.

“O licenciamento todo é uma colcha de retalhos. Cheio de inconsistências, omissões e graves equívocos, que revelam uma ausência de política pública voltada à proteção da sociedade. Esse licenciamento foi obtido em tempo inacreditavelmente rápido”, ressalta o promotor.

Para ele, as investigações confirmam que a tragédia em Mariana era iminente. “Nós podemos classificar esse rompimento como um desastre já anunciado, a pergunta que fica é: quantos empreendimentos como esse ainda temos no estado de Minas Gerais e no Brasil?”, indagou.

De acordo com as investigações do Ministério Público de Minas Gerais confirmam essas suspeitas, pois existe uma irregularidade na liberação do governo estadual, na época comandado pelo tucano Aécio Neves, para a construção da barragem que rompeu em novembro 5 de novembro.

Ainda segundo o MP, os técnicos do governo solicitaram a realização de um estudo sobre o escoamento da água, que não foi apresentado. A barragem fica ao lado de uma chamada “pilha de estéril” de propriedade da Vale, empresa dona da Samarco. Essa pilha acumula materiais descartados durante a mineração é exigia a instalação de um processo de drenagem, devido à proximidade com a barragem, caso contrário, não aguentariam.

A Samarco-Vale afirmou por meio de seu advogado que as informações a empresas “julgava” necessárias para a construção da barragem foram apresentadas. No entanto, o atual subsecretário de Regularização Ambiental de Minas Gerais, Geraldo Abreu, disse que as informações não apresentadas pela empresa durante o processo de licenciamento foi um “erro grave”. 

A Vale novamente tentou empurrar a responsabilidade exclusiva do fato para a Samarco. Segundo a mineradora, a Samarco era a responsável por resolver o assunto e que nunca houve contato entre a pilha e a barragem. No entanto, relatório da VogBr (empresa que atestou a estabilidade de Fundão), recomendou em 2013 que a Samarco apresentasse um projeto de drenagem diante do risco de rompimento.

Além disso, o engenheiro Joaquim Pimenta de Ávila, responsável pelo projeto, disse em depoimento à Polícia Federal que avisou à Samarco, após uma inspeção feita em 2014, sobre um princípio de ruptura na barragem.

“Identifiquei na inspeção que a barragem tinha sofrido um princípio de ruptura e que isso significava uma situação de risco que deveria ser mitigada. Indiquei três providências: redimensionar o reforço (na barragem), instalar piezômetros (instrumentos que medem a pressão da água) e, se indicassem pressão elevada, rebaixar o nível da água (bombeando-a para fora da barragem)”, disse ele.


Fonte: Vermelho Org

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ASSANGE SERÁ INTERROGADO NA EMBAIXADA EM LONDRES, MAS SOB LEGISLAÇÃO EQUATORIANA


Equador e Suécia assinaram em Quito um acordo de assistência legal, que facilitará, entre outras coisas, o interrogatório de Assange.

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, reiterou, nesta quarta-feira (13/1), a disposição do seu país para facilitar o interrogatório de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, por parte da promotoria sueca, no edifício da embaixada equatoriana em Londres.

“Vamos cooperar com a Justiça sueca, para que eles possam tomar as declarações”, assegurou o chefe da diplomacia da nação sul-americana, ao portal digital de notícias Ecuador Inmediato.

Patiño revelou, porém, que o depoimento – já solicitado formalmente pelas autoridades suecas – se dará mediante a legislação equatoriana, “porque Assange está sob jurisdição do nosso país”, recordou.

Embora admita desconhecer a forma como finalmente se realizará o procedimento, o funcionário diplomático adiantou que um representante da Promotoria do Equador seria o encarregado de tomar as declarações, na presença dos delegados da nação europeia.

“Nós cumprimos com a nossa palavra, e eles também terão que aceitar a legislação equatoriana, que fomenta e defende os direitos humanos”, lembrou Patiño, para quem a demora em solicitar o interrogatório corrobora com a versão de que, na verdade, existe um processo de perseguição contra o jornalista australiano.

Assange colocou em maus lençóis o governo dos Estados Unidos, quando divulgou milhares de documentos secretos da diplomacia norte-americana em seu portal WikiLeaks, e logo teve que se asilar na embaixada equatoriana em Londres – onde está desde 19 de junho de 2012 – para evitar ser extraditado para a Suécia, onde está acusado de supostos delitos sexuais.

O australiano teme, porém, que o pedido de extradição seja uma manobra para entregá-lo às autoridades estadunidenses, que poderiam condená-lo inclusive à pena de morte, por divulgar informação classificada.

Segundo alertou Patiño nesta quarta, a prolongada estadia na legação equatoriana na capital britânica tem provocado em Assange problemas físicos e psicológicos, já que ele sequer pode sair do edifício para fazer uma tomografia, como foi indicado pelos médicos, pois corre o risco de ser detido e enviado à Suécia.

Em setembro passado, durante um encontro com correspondentes estrangeiros credenciados em Quito, o presidente Rafael Correa afirmou que seu governo nunca pretendeu obstruir a Justiça sueca no caso de Assange.

De acordo com o mandatário, a Suécia sempre teve a possibilidade de entrevistá-lo dentro da sede diplomática equatoriana em Londres, seja por videoconferência ou através de uma visita de seus promotores.

“Isso sempre esteve perfeitamente permitido, e já foi feito antes, dentro dos processos judiciais suecos”, afirmou Correa, que também lembrou que a decisão de outorgar o asilo a Assange não significa que o Equador apoie o que foi realizado por ele.

De acordo com o governante, o asilo foi concedido porque seus direitos humanos e inclusive sua vida corriam perigo, já que ele pode ser extraditado aos Estados Unidos.

No dia 10 de dezembro passado, Equador e Suécia assinaram em Quito um acordo de assistência legal, que facilitará, entre outras coisas, o interrogatório de Assange, ao mesmo tempo em que garante a aplicação e o respeito à legislação nacional e aos princípios do direito internacional, particularmente os relativos aos direitos humanos.

A promotoria sueca indicou na mesma quarta-feira que solicitou ao Equador a licença para interrogar o fundador do WikiLeaks na embaixada do país em Londres, pelo caso de abuso sexual contra ele.

“A solicitação escrita foi enviada recentemente pelo ministério da Justiça à promotoria equatoriana. Não podemos dizer quando chegará a resposta”, anunciou a promotoria, num comunicado.

Suécia e Equador assinaram em dezembro um acordo de cooperação judicial, que permite o avanço das investigações, sobretudo no que diz respeito ao interrogatório de Assange.

O australiano, de 44 anos, foi denunciado por uma mulher sueca de ter abusado sexualmente dela, num apartamento em Estocolmo, em agosto de 2010. Desde então, ele é objeto de uma ordem de captura europeia, e se recusa a regressar à Suécia por medo a ser extraditado aos Estados Unidos, onde poderia ser condenado pela publicação de 500 mil documentos sobre as operações militares estadunidenses no Iraque e no Afeganistão, assim como 250 mil comunicações diplomáticas, material divulgado pelo WikiLeaks em 2010.

Após descartarem um interrogatório em Londres, os juízes suecos aceitaram viajar à capital britânica para tomar as declarações do fundador do WikiLeaks. Mas o Equador se recusou a abrir as portas da embaixada, na ausência de um acordo bilateral.

Uma vez obtidas todas as autorizações, o interrogatório será liderado pela promotora Ingrid Isgren, em data que ainda será determinada.

Assange corria o risco de ser acusado de agressão sexual até agosto do ano passado, mas essa acusação prescreveu ao se completar cinco anos dos fatos sucedidos em Estocolmo. No caso do abuso sexual, a prescrição só se dá depois de dez anos – acontecerá, portanto, em 2020.


Fonte: Carta Maior

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BRASIL: O ÓDIO POLÍTICO NACIONAL, DOS ANOS 50 AO SÉCULO 21


De Getúlio até hoje, a mídia prega, manchete a manchete, o mesmo ódio, o mesmo maniqueísmo avassalador, o mesmo anticomunismo mais anacrônico.

No apartamento em rua tranquila do Leblon, Celina do Amaral Peixoto convive bem com seus fantasmas queridos. Além da agricultura sustentável seu foco maior é a recuperação da memória do avô Getúlio Vargas e do pai, Ernâni do Amaral Peixoto, um dos políticos mais influentes da história política do estado do Rio de Janeiro.

Acaba de enviar para a editora os escritos da mãe, uma espécie de Diário de Alzira Vargas.

A mãe foi a mulher mais poderosa do país. No dizer de Walther Moreira Salles, “a filha dileta de um ditador amado”.

No ataque integralista ao Palácio Guanabara, saiu de arma em punho nos jardins enfrentando os sediciosos. Era uma ligação tão forte entre pai e filha que, quando ela viajava, Getúlio se sentia mais só. E, após a morte do pai, Alzira só se pacificou depois que escreveu o livro “Getúlio e eu”.

Tem poucas lembranças pessoais do avô, que se matou quando ela era ainda criança. Mas é testemunha e vítima da campanha infame movida pela mídia e pela oposição, comandada por Carlos Lacerda. Até hoje não se fecharam as cicatrizes dos ecos da campanha.

Foi algo que teve início bem antes do seu nascimento.

Quando a mãe era ainda criança, no início do primeiro governo Vargas, foi fotografada assistindo a uma passeata sentada na calçada chupando um sorvete. Durante anos a foto foi utilizada pela imprensa como prova de que a filha de Vargas era comunista. Sabe-se lá o que o picolé tinha a ver com o comunismo.

Quando deposto, em 1945, o ditador Vargas, o homem que comandou o país ininterruptamente de 1930 a 1947, de forma absoluta de 1937 a 1945, não tinha uma casa para morar. Foi para São Borja morar na casa emprestada pelo irmão Protásio. É a imprensa alardeando sua suposta corrupção.

Nem depois de sua morte, em 1954, cessou o ódio.

Vindos do Sul, os Vargas experimentaram décadas da solidão do poder. Depois da morte de Vargas, a solidão do ódio. A família morava em um apartamento no bairro do Flamengo, durante bom período com segurança de metralhadora à porta devido às ameaças recebidas. Tiveram que suportar as denúncias de corrupção da família, sabendo de dentro a retidão da maioria de seus membros.

Meninas, às vezes Celina e sua prima, filha de Jandira, atendiam o telefone. Do outro lado, vozes da treva vociferando que não bastava Getúlio morrer, mas toda família teria que morrer.

Era pior que as delações da Lava Jato, recorda Celina, porque não tinha justiça envolvida, todos os jornais contra, com exceção da voz solitária da Última Hora, e uma oposição ferrenha de pessoas letradas, preparadas, diferente de hoje, acusando Getúlio de tudo.

Embora presidente eleito, Getúlio não tinha um veículo de mídia capaz de se contrapor à atoarda dos veículos tradicionais, para defendê-lo ou ao menos reconhecer aspectos positivos em seu governo.

Depois da morte de Vargas, a família se manteve fechada, dona Darcy, a viúva, cuidando de suas obras sociais, Alzira cuidando da FGV, Celina dos trabalhos do CPDOC, a maior parte da família de volta ao sul. Filhos e netos sofreram bastante nesse clima de ódio.

Celina nunca cruzou com Carlos Lacerda, o grande algoz de sua família. E dá graças a Deus por isso.

Mas sua alma começou a se apaziguar quando, através da amiga Maria Clara Mariani, se aproximou de seu marido, Sérgio Lacerda, o primogênito de Carlos.

Aos poucos foi se consolidando uma amizade sincera, uma convivência que amenizou o coração de Celina e também de Sérgio. É como se ambos se valessem da amizade para purgar o veneno inculcado na alma brasileira naqueles anos terríveis de macarthismo tropical, que se julgava que não voltassem mais. O mesmo racha entre amigos, a mesma campanha vociferante, o ódio inculcado dia a dia, manchete a manchete, o maniqueísmo avassalador, o anticomunismo mais anacrônico, visando despertar temores supersticiosos da malta.

Tudo isso era Brasil. Tudo isso é Brasil.


Fonte: Carta Maior

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

FOTOS BONITAS DE SOULFUL VIDA SELVAGEM NO ÁRTICO E NA ANTÁRTICA


Kyriakos Kaziras imagens 'capturar as qualidades humanistas surpreendentemente dentro da vida selvagem dos gelados Pólos Norte e Sul. Seus projetos em andamento, intitulado White Dream Ártico e Branco Antarctic Dream, revelar os muitos humores dos ursos polares e pinguins em seus ambientes naturais do Ártico e na Antártida, respectivamente. Fotografia deslumbrante do artista francês é poderosamente simples, a ausência de cor enfatizando os infinitos tons de preto e branco do ambiente austero. Apesar disso, seus retratos monocromáticos têm uma qualidade concurso a eles como a inteligência e peculiaridades dos animais ele fotografa através de brilhar. 

Kaziras é capaz de transportar sua audiência para as terras geladas através de seu visor, criando uma conexão íntima com as famílias de ursos e pinguins que ele encontra. Durante quatro anos, ele acumulou uma coleção de imagens polares de numerosas expedições ao Sul e extremo Norte; sua capacidade de retirar o caráter ea alma destes animais selvagens dentro de suas imagens faz para um portfólio impressionante.

Um "ode à beleza e à preservação da natureza", Kaziras tem acumulado muitos de seus instantâneos em um livro intitulado Emoção Ártico, no qual ele explora visualmente a relação harmoniosa entre os ursos polares e os Inuits locais ao sul do Pólo Norte.

















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ENTREVISTA: CAPTURA SUTILMENTE HIPNOTIZANDO "MOMENTOS DE VIDA", COM JAMIE BECK E KEVIN BURG


Equipe Fotografia Jamie Beck e Kevin Burg (da Ann Street Studio) passam seus dias aperfeiçoando a apresentação criativa dos momentos conhecidos como vivendo cinemagraphs. Usando câmeras de cinema high-end, eles precursores desta forma de arte, que apresenta ainda imagens que incorporam movimento para contar, uma história visual fascinante. Para trás em 2011, o duo artístico criado sua primeira cinemagraph e, desde então, eles trabalharam com os clientes, tais como Google, Microsoft, Samsung, Volvo, Giorgio Armani, e muitos outros nomes conhecidos. Eles descrevem a sua invenção como um "momento vivo" que pode ser usado como um GIF na web ou um vídeo no Instagram. De qualquer maneira, seu principal objetivo é fazer com que cada cinemagraph ganham vida como um portal para outro mundo.

Para descobrir mais sobre a arte fascinante de cinemagraphs, Kevin (em nome de si próprio e Jamie) generosamente concordou em responder a algumas de nossas perguntas. Desloque-se para ler a nossa entrevista exclusiva com ele.



Você pode descrever o momento em que foram inspirados primeiro a criar esta nova forma de arte?

Eu tinha feito experiências com GIFs na minha página pessoal no Tumblr 2008-2010. Fiquei intrigado com a capacidade de surpreender as pessoas através de um GIF que iria mascarar como uma imagem estática no painel Tumblr. Isso foi antes de GIFs e tornou-se popular quando Tumblr tinha um arquivo de regra tamanho realmente limitado em GIFs, para que eles não eram tão comuns como são agora.

Houve um momento em que eu estava de pé sobre uma plataforma do metrô e observou o canto com orelhas de um anúncio de metrô se movendo na brisa como um trem se aproximava, era este pequeno pedaço do movimento de encontro a um fundo estático. Foi quando ele clicou para mim que Jamie e eu poderia criar imagens especificamente para esse formato, o que fizemos logo depois.

Como é que você vai produzir esses momentos que vivem? Quais ferramentas você usa?

Na maioria das vezes, nós estamos em um ambiente controlado, a fim de direcionar os momentos. Nós filmar com uma câmera de cinema dragão vermelho, que captura de super imagens de alta qualidade até cerca de 120 quadros por segundo. Isto dá-nos uma tonelada de flexibilidade na forma como nós capturar tudo, mas você certamente não precisa de uma câmera como esta para criá-los. A DSLR que grava vídeo é uma grande ferramenta e é o que nós usamos para o primeiro ano ou assim.

Na pós-produção, usamos Adobe After Effects. É como Photoshop para vídeo, por isso é a ferramenta perfeita para criar cinemagraphs.



Qual é a melhor parte sobre o desenvolvimento de um cinemagraph?

No processo de edição, há um momento em que tudo começa a se unirem, e é mágico o tempo todo. Mesmo um piscar simples é tão legal. É como dar vida a uma estátua de mármore.

Qual é a parte mais difícil?

Mais difícil ... Quando filmamos cinemagraphs, há o enorme desafio de conseguir tudo certo. Em uma recente sessão de anúncio, precisávamos ter a mão de um modelo mover uma certa maneira, mas também têm a cabeça voltada apenas assim, e um sorriso, mas não muito de um sorriso. Para obter tudo isso ao mesmo tempo, conseguir que o laço perfeito é sempre um grande desafio.

Você planejar com antecedência ou você prefere para ser inspirado criar espontaneamente e no momento?

Nós sempre planejar com antecedência. Mas, duas citações foram flutuando na minha cabeça recentemente:

"Em meus filmes, eu sempre deixar a porta aberta para permitir que a vida para entrar no set." - O diretor italiano Bernardo Bertolucci, inspirado por uma coisa semelhante Jean Renoir disse a ele.

"Na preparação para a batalha eu sempre achei que os planos são inúteis, mas o planejamento é indispensável." - Dwight D. Eisenhower

A noção é fazer um plano, mas também planejar para o inesperado. Temos jogado fora storyboards porque no set, olhando através da câmera, que não funcionou e tivemos que pensar em nossos pés e resolver problemas em poucos minutos que passamos o último par de semanas planejando.



Porque você acha que as marcas querem usar seus cinemagraphs para a publicidade? Você acha que esta tendência promocional continuará no futuro?

Alguns dos primeiros comentários sobre cinemagraphs foram as pessoas dizendo: "Eu não consigo parar de olhar." Nós sabíamos que isso significou um enorme potencial para a publicidade se poderíamos criar algo que as pessoas realmente desfrutar. Acreditamos que esta tendência continuará à medida que mais e mais publicidade é digital, o que significa que não há limites entre fotografia e vídeo como tem havido tradicionalmente com publicidade impressa e TV. É um mundo híbrido agora.


Ao olhar para o seu portfólio, há uma cinemagraph particular que se destaca como um dos favoritos?

Um dos nossos favoritos é esta que caracteriza sapatos Valentino.

A criação foi muito divertido porque nós escrevemos uma história e uma mitologia por trás da cena. É um poucoReturn to Oz encontra Alice no país das maravilhas com um pouquinho de PERDIDO fique. A história é um mundo de fantasia onde um jantar chique foi abandonado abruptamente e foi esquecido por anos e invadida por clãs de coelhos. Ao criar esta cena, chegamos a imaginar muito além do que um filme baseado neste mundo poderia ser, o que a garota no cinemagraph pode encontrar como ela explora.


Existe uma emoção ou ambiente específico que visam transmitir no seu trabalho?

Nós inclinar romântico e clássico. Nosso objetivo é dar a sensação de, um momento crível real, em tempo de uma maneira que faz com que o espectador quer continuar procurando.

O que você está trabalhando atualmente?

Estamos trabalhando em alguns projetos de publicidade digital que virão ao longo dos próximos dois meses, o que você pode começar a ver no Instagram. Queremos criar mais trabalho que é criado apenas por pura paixão. É um desafio para equilibrar o trabalho, a vida, dizer sim às oportunidades, e fazendo o tempo para criar um trabalho que é apenas para você.


O que você espera espectadores tirar de seu trabalho?

Prazer. Essa é a única coisa que eu espero em um cinemagraph. Eu quero que as pessoas olhem para um e sentir como se fosse uma pequena surpresa, um pedaço de descoberta.




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