segunda-feira, 30 de junho de 2014

BRASIL: ESTUDANTE DE DIREITO PERSEGUIDA POR PROFESSOR PUBLICA MANIFESTO


Jovem de 20 anos perseguida por professor machista e conservador também sofreu ataques da máquina de assassinar reputações da revista Veja

Maria Clara Bubna, 20 anos, é estudante do 1° período de Direito na UERJ e integra o Coletivo de Mulheres da sua Universidade.

Ela era – até ele pedir exoneração – aluna do Professor Bernardo Santoro, autor de uma postagem de conteúdo debochado e machista feita publicamente em seu facebook e repudiado, recentemente, pelo Coletivos de Mulheres da UFRJ, outra Universidade na qual Bernardo leciona.

Depois disso, Bubna passou a ser perseguida pelo professor – embora ele insista em afirmar o contrário, mesmo estando ele hierarquicamente, acima da aluna, em sua relação dentro da Universidade – que atribui, equivocadamente, a autoria do repúdio à Bubna e seu Coletivo, embora o Repúdio tenha sido redigido por outro Coletivo Feminista, de outra Universidade.

A estudante ficou um tanto surpresa e assustada com o rumo que o assunto tomou e a repercussão que teve, mas resolveu quebrar seu silêncio e contar sua versão da história em seu depoimento intitulado “Sobre o Silêncio ou Manifesto pela Voz” reproduzido, na íntegra, logo abaixo.

Segue o Manifesto de Maria Clara Bubna:

SOBRE O SILÊNCIO OU MANIFESTO PELA VOZ

Por muitos dias, eu optei por permanecer calada. Talvez numa tentativa de parecer madura (como se o silêncio fosse reflexo de maturidade) ou evitando que mais feridas fossem abertas, eu escolhi, nesse último mês, por vivenciar o inferno em que fui colocada com declarações breves e abstratas e conversas pessoais cautelosas. Mas se tem uma coisa que eu descobri nesse mês é que a maior dor que poderiam me causar era o meu silenciamento, o meu apagamento por ser mulher, jovem, “elo fraco” de toda relação de poder. Eu decidi portanto recuperar minha voz. Esse texto é um apelo a não só o meu direito de resposta, mas o meu direito a existir e me manter de pé enquanto mulher.

Eu nunca vi necessidade de esconder meus posicionamentos. Seja sobre o meu feminismo ou minhas preferências políticas, sempre fui muito firme e verdadeira com o que acredito. Mantive sempre a consciência de que minha voz era importante e que, junto com muitas outras vozes, seriamos fortes. Exatamente por isso, nunca vi necessidade de me esconder. Decidi fazer Direito baseada nessa minha ideia de que a união de vozes e forças poderia mudar a quantidade brutal de situações hediondas que o sistema apresenta.

Dentro da Faculdade de Direito da UERJ, acabei encontrando um professor que possui postura claramente liberal. Ele também nunca fez questão de esconder suas preferências políticas, mesmo no exercício de sua função. Apesar de ser meu primeiro ano na faculdade, passei alguns muitos anos no colégio durante os ensinos fundamental e médio e tive professores militares, conservadores, cristãos ferrenhos. Embates aconteciam, mas nunca ninguém se sentiu ofendido ou depreciado pelas suas preferências ideológicas. O debate, quando feito de maneira saudável, pode sim ser enriquecedor. Para minha surpresa, isso não aconteceu no ambiente universitário.

Ouvindo Bernardo Santoro se referir aos médicos cubanos como “escravos cubanos”, a Marx como “velho barbudo do mal”; explicar o conceito de demanda dizendo que ele era um “exímio ordenhador pois produzia muito leitinho” (sic) e que o “nazismo era um movimento de esquerda”, decidi por me afastar das aulas e tentar acompanhar o conteúdo por livros, gravações, grupos de estudo… Já ciente do meu posicionamento político e percebendo minha ausência, o professor chegou a indagar algumas vezes, durante suas aulas: “onde está a aluna marxista?”.

No dia 15 de maio deste ano, Bernardo postou em sua página do Facebook, de maneira pública, um post sobre o feminismo. Usando o argumento de que se tratava de uma “brincadeira”, o docente escarneceu da luta feminista e das mulheres de maneira grosseira e agressiva. A publicação alcançou muitas visualizações, inclusive de grupos e coletivos feministas que a consideraram particularmente grave, em se tratando de um professor, como foi o caso do Coletivo de Mulheres da UFRJ, universidade em que Bernardo também leciona. A partir do episódio, o Coletivo de Mulheres da UFRJ escreveu uma nota de repúdio à publicação do professor, publicada no dia 27 de maio na página do próprio Coletivo, chegando rapidamente ao seu conhecimento.

Foi o estopim. Fazendo suposições, o professor começou a me acusar pela redação da nota de repúdio e a justificou como fruto de sua “relação conflituosa” comigo, se mostrando incapaz de perceber quão problemático é escarnecer, de maneira pública, de um movimento de luta como o feminismo.

Fui então ameaçada de processo. Primeiro com indiretas por comentários, onde meu nome não era citado. Alguns dias se passaram com uma tensão se formando, tanto no meio virtual quanto nos corredores da minha faculdade. Já se tornava difícil andar sem ser questionada sobre o assunto.

Veio então, dias depois, uma mensagem privada do próprio Bernardo. A mensagem me surpreendeu por não só contar com o aviso sobre o “processo criminal por difamação” que o professor abriria contra mim, mas por um pedido do mesmo para que nos encontrássemos na secretaria da faculdade para que eu me desligasse da minha turma, pois o professor não tinha interesse em continuar dando aula para alguém que processaria.

Nesse ponto, meu emocional já não era dos melhores. Já não conseguia me concentrar nas aulas, chorava com uma certa frequência quando pensava em ir pra faculdade e essa mensagem do professor serviu para me desestabilizar mais ainda. Procurei o Centro Acadêmico da minha faculdade com muitas dúvidas sobre como agir. Foi decidido então levar o assunto até o Conselho Departamental que aconteceria dali alguns dias.

No Conselho, mesmo com os repetidos informes de que não se tratava de um tribunal de exceção, Bernardo agiu como se fosse um julgamento. Preparou uma verdadeira defesa que foi lida de maneira teatral por mais de quarenta minutos. Conversas e posts privados meus foram expostos numa tentativa de deslegitimar minha postura. Publicações minhas sobre a militância feminista e textos sobre minhas preferências políticas foram lidos pelo professor, manipulando o conteúdo e me expondo de maneira covarde e cruel. Dizendo-se perseguido por mim, uma aluna do primeiro período, Bernardo esqueceu-se que dentro do vínculo aluno/professor há uma clara relação de poder onde o aluno é obviamente o elo mais fraco. Eu, enquanto aluna, mulher, jovem, não possuo instrumentos para perseguir um professor.

O Conselho, por fim, decidiu pela abertura de uma sindicância para apurar a postura antipedagógica de Bernardo. Não aceitando a abertura da sindicância, o professor, durante o próprio Conselho, comunicou que iria se exonerar e deixou a sala.

Foi repetido incansavelmente que a questão para a abertura da sindicância não era ideológica, mas sim sobre a postura dele como docente. Bernardo, ao que parece, não entendeu.

No dia seguinte, saiu uma reportagem no jornal O Globo sobre a questão. O professor declara que eu sempre fui uma “influência negativa para a turma”. Alguns dias depois, a cereja do bolo: seu amigo pessoal, Rodrigo Constantino, publicou, em seu blog na Revista Veja, uma reportagem onde eu era completamente difamada e exposta sem nenhum aviso prévio sobre a citação do meu nome. A reportagem por si só já era deprimente, mas o que ela gerou foi ainda mais violento.

Comecei a receber mensagens ameaçadoras que passavam desde xingamentos como “vadia caluniadora” até ameaças de “estupro corretivo”. Meu e-mail pessoal foi hackeado e meu perfil do facebook suspenso.

A situação atual parece estável, mas só parece. Ontem, no meu novo perfil do facebook, recebi mais uma mensagem de um homem desconhecido dizendo que eu deveria ser estuprada. Não, eu não deveria. Nem eu nem nenhuma outra mulher do planeta deveria ser estuprada, seja lá qual for o contexto. Nada nesse mundo justifica um estupro ou serve de motivação para tal.

Decidi quebrar o silêncio, romper com essa postura conformista e empoderar minha voz. É preciso que as pessoas tenham noção da tensão social que vivemos onde as relações de opressão estão cada vez mais escancaradas e violentas.

Em todo esse desenrolar, eu me vi em muitos momentos me odiando. Me odiando por ser mulher, me odiando por um dia ter dado valor à minha voz. Me vi procurando esconderijos, me arrependendo de ter entrado na faculdade de Direito, de ter acreditado na minha força. Me detestei, senti asco de mim. Mas eu não sou assim. Eu sou mulher. Já nasci sentindo sobre mim o peso da opressão, do machismo, do medo frequente de ser violada e violentada. Eu sou forte, está na minha essência ter força. E é com essa força que eu escrevo esse texto.

Estejamos fortes e unidos. A situação não tende a ficar mais mansa ou fácil. Nós precisamos estar juntos. É essa união que vai criar rede de amor e uma barreira contra essas investidas violentas dos fascistas que nos cercam. Foi essa rede de amor e apoio que me manteve sã durante esse mês e é essa rede que vai nos manter vivos quando o sistema ruir. Porque esse sistema está, definitivamente, fadado ao fracasso.

Abrace e empodere sua voz.
Maria Clara Bubna
Rio de Janeiro, junho de 2014.

Fonte: CromossomoX

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MULHER ENCONTRA PEDIDO DE SOCORRO AO COMPRAR VESTIDO


Pedido de socorro foi costurado e escrito à mão e denunciava condições de trabalho escravo. Após o susto, consumidora jurou que nunca mais usaria o vestido

Após comprar um vestido em uma loja da Primark em Swansea, no País de Gales, Rebecca Gallagher, de 25 anos, levou o maior susto. Ela encontrou um pedido de socorro escrito na etiqueta da roupa.

“Somos forçados a trabalhar por horas exaustivas”, dizia a frase na etiqueta da peça, que custara apenas R$ 37. A imagem foi postada pelo site do jornal Clarín.

A galesa perdeu completamente a vontade de usar o vestido, disse que não usaria a peça por medo de ela ter vindo de uma fábrica ilegal.

“Fiquei muito surpresa quando vi a mensagem. Fui verificar as instruções de lavagem quando li o pedido de socorro”, disse ela.

“Eu nunca havia parado para pensar nisso, mas faz sentido se você for pensar o quanto essas roupas são baratas”, disse a mulher, refletindo sobre a veracidade do desabafo.

Um representante da Primark informou que esta é a primeira vez que a empresa recebe uma denúncia como esta. A empresa pediu que a cliente devolvesse o vestido para fins de investigação.

Segundo noticiado pelo Wales Online, uma segunda consumidora recebeu seu produto com um pedido de socorro. Rebecca Jones, de 21 anos, comprou uma blusinha que veio com a frase “Condições degradantes na oficina de costura”.

Fonte: Mirror, Techmetre e Vírgula

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DEZ AGRESSÕES QUE MARCARAM A HISTÓRIA DAS COPAS

    Lance de Suárez já se tornou um dos mais polêmicos da Copa 2014

A Fifa anunciou nesta quinta-feira, a punição do atacante uruguaio Luiz Suárez pelo ataque ao zagueiro italiano Giorgio Chielini durante a partida entre Itália e Uruguai pelo grupo D da Copa do Mundo.

Pela mordida dada em Chielini, Suárez ficará suspenso por 9 jogos oficias do Uruguai e não poderá participar de nenhuma atividade futebolística nos próximos 4 meses.

Luiz Suárez, autor dos dois gols do Uruguai na vitória de 2 a 1 sobre a Inglaterra, e considerado o jogador mais importante da celeste, agora desfalca a seleção de seu país no momento em que o time se prepara para enfrentar a Colômbia em jogo decisivo pelas oitavas-de-final.

Ele já tinha cometido a mesma agressão anteriormente, em clássicos pelas ligas locais de Holanda e Inglaterra.

Relembre outras 10 agressões famosas em Copas do Mundo:
A 'agressão' de Garrincha (1962)

  Mané Garrincha acabou expulso da partida

Bastante tranquilo e às vezes até considerado displicente dentro de campo, Mané Garrincha suportou, como sempre, as duras faltas que sofreu durante toda a semifinal da Copa do Mundo de 1962 diante do Chile, em Santiago. Com a lesão de Pelé, ele havia se tornado o protagonista daquele time, marcando inclusive dois gols na vitória por 4 a 2 que levaria o Brasil à final.

Mas com o jogo já decidido, aos 37' do segundo tempo, Garrincha resolveu provocar o zagueiro chileno Eladio Rojas, tocando as nádegas do rival numa brincadeira quase inocente. O problema é que o assistente - naquela época chamado simplesmente de bandeirinha - viu o pequeno pontapé e contou para o árbitro, que expulsou Mané. No julgamento da Fifa, quando o jogador podia ficar fora da final, o Brasil agiu nos bastidores e o craque acabou absolvido.
A Batalha de Santiago (1962)

Era para ser só um jogo de primeira fase de Copa do Mundo entre os donos da casa e a bicampeã Itália. Mas acabou como uma batalha campal diante de quase 70 mil pessoas. Tudo começou com dois jornalistas italianos criticando o país que sofreu para organizar a Copa em meio ao terremoto de Valdivia, em 1960, um dos maiores da história, o que acirrou os ânimos entre as equipes.

  Chile x Itália acabou conhecido como a 'Batalha de Santiago'

No fim das contas, o jogo marcado por uma incrível sequência de socos, pontapés e ríspidas discussões terminou 2 a 0 para o Chile, com dois jogadores expulsos pelo lado italiano e um nariz quebrado, também entre os europeus. Além da arbitragem, quem teve trabalho foi a polícia, que precisou conter os jogadores várias vezes no gramado.
A cotovelada de Pelé (1970)

"Não é aquele negócio de dar, tem de saber fazer", afirma o zagueiro Piazza no filme Pelé Eterno em relação ao lance em que o atacante brasileiro solta uma forte cotovelada no uruguaio Dagoberto Fontes.

A irritação de Pelé teria começado ao sofrer um pisão de Fontes já fora do lance. Segundo relato de parceiros de time, ele marcou o número da camisa de Fontes até o momento mais propício. E, numa arrancada pelo lado esquerdo do ataque, soltou o cotovelo no adversário de modo em que ainda forçou uma situação para não ser flagrado pelo árbitro. Dito e feito, foi marcada falta para o Brasil.
Schumacher arranca dentes de Battiston (1982)

Semifinal da Copa de 1982, a França busca o ataque num lançamento de Platini para Battiston. E o ataque para por aí. O francês, que entrara dez minutos antes, foi atingido em cheio pelo goleiro alemão Schumacher numa das cenas mais impactantes da história das Copas. A vítima acabou perdendo três dentes e caindo de forma assustadora. Platini, depois, chegou a dizer que imaginou que o colega estava morto.

  Battiston acabou saindo de maca da partida

O árbitro holandês Charles Corver não assinalou falta, Schumacher seguiu em campo, e a Alemanha foi para a final após disputa por pênaltis. Anos depois, o goleiro alemão pediu desculpas ao francês, que aceitou e acabou com qualquer polêmica entre ambos.
O samba irritou Maradona (1982)

Na segunda fase da Copa do Mundo de 1982, a seleção brasileira enfrentou a Argentina no Estádio do Sarriá, em Barcelona, e confirmou a boa fase ao abrir três gols de vantagem com Zico, Serginho e Junior - esse último ficou eternizado pela comemoração do brasileiro, que sambou na linha de fundo.

Na segunda etapa, a talentosa equipe brasileira trocava passes e levava a torcida ao delírio na Espanha. Mas o camisa 10 rival, um então jovem Diego Maradona, perdeu a cabeça numa bola dividida no meio campo e chutou, com a sola do pé, o brasileiro Batista, num lance violentíssimo. Maradona foi expulso, e o Brasil seria eliminado dias depois.
Gentile caça os craques em Barcelona (1982)

Contra a Argentina, o italiano Claudio Gentile levou o cartão amarelo com apenas um minuto de jogo; diante do Brasil, 13 minutos foram necessários para o italiano receber a mesma punição do árbitro. Os alvos? Principalmente Maradona e Zico, criativos meias dos elencos sul-americanos.

Essa postura, de incansável marcador que não poupava as entradas faltosas, rendeu a fama de Gentile naquela segunda fase de Copa do Mundo, quando a presença do italiano colado nos principais jogadores rivais é facilmente notada em qualquer vídeo de melhores momentos daquele Mundial.

No fatídico duelo contra o Brasil, um lance famoso tem Zico mostrando a camisa rasgada por Gentile dentro da área, nada que a arbitragem interpretasse como pênalti. No fim, eliminação brasileira com vitória italiana por 3 a 2.
O cotovelo de Leonardo (1994)

O Brasil, que chegou à Copa do Mundo sob desconfiança, encontrou os Estados Unidos nas oitavas de final num jogo especial para os então donos da casa, o 4 de julho, dia da independência norte-americana. E aquela partida acabou se tornando uma das mais complicadas do caminho até o título.

Isso porque no final do primeiro tempo o lateral Leonardo deu uma cotovelada no rival Tab Ramos, que acabou substituído. O Brasil sofreu, venceu por 1 a 0 debaixo de muito sol em San Francisco - o jogo começou às 12h30 - e Leonardo acabou suspenso por toda a Copa, abrindo caminho para Branco assumir a posição e ser protagonista do jogo seguinte, contra a Holanda.
Festa dos cartões na Alemanha (2006)

A seleção de Portugal passou pela Holanda nas quartas de final da Copa de 2006 em vitória por 1 a 0, gol de Maniche, mas poucos torcedores lembram de lances do jogo que não sejam aqueles que protagonizaram o maior número de cartões da história das Copas.

Em 90 minutos, 16 jogadores viram o cartão amarelo, sendo que quatro deles, dois de cada lado, tiveram a "honra" por duas vezes e acabaram expulsos. O curioso é que o jogo só teve 25 faltas, o que mostra bem a intensidade das entradas distribuídas por ambos os elencos.

Outra cabeçada de Zidane (2006)

  Zidane reagiu a provocação de Materazzi com uma cabeçada

Oito anos depois de decidir uma final de Copa do Mundo com dois gols de cabeça sobre o Brasil, o francês Zinedine Zidane, já na condição de craque consagrado mundialmente, usou a cabeça de outra forma numa decisão, esta a de 2006 contra a Itália.

Já no segundo tempo da prorrogação, com o jogo empatado por 1 a 1, Zidane se irritou com uma provocação de Materazzi e deu uma cabeçada no peito do zagueiro rival. Expulso, ele revelou depois que o italiano havia insultado a família do francês. Sem Zidane, a França perdeu nos pênaltis e a Itália foi tetracampeã do mundo.

A voadora de De Jong (2010)

Volante holandês não poupou Xabi Alonso

A Espanha foi campeã mundial em 2010 vencendo a Holanda na prorrogação. Mas a tarefa podia ter sido facilitada caso o árbitro Howard Webb mostrasse o cartão vermelho para De Jong.

O volante holandês errou completamente o tempo de bola e não segurou a perna para dar uma voadora no peito de Xabi Alonso. O lance, apesar de visualmente muito forte, rendeu apenas um cartão amarelo.

"Foi um verdadeiro chute de kung fu", disse o espanhol à BBC dias depois.

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JAPÃO EM ALERTA APÓS DISPAROS DE MÍSSEIS NORTE-COREANOS


É a terceira vez este ano que os norte-coreanos lançaram projéteis em direção ao mar

O Ministério da Defesa do Japão passou o domingo (29) reunido para analisar as medidas que serão tomadas pelo país após os disparos de dois mísseis norte-coreanos em direção ao Mar do Japão nesta madrugada.

Não houve dano em nenhuma aeronave ou navio japonês. Mas o primeiro-ministro Shinzo Abe disse que está trocando informações com os Estados Unidos e com a Coreia do Sul para decidir melhor os próximos passos e, se for necessário, promover uma ação rápida em caso de ameaça à segurança de alguma embarcação japonesa.

No próximo dia 1º de julho, o Japão terá uma reunião com a Coreia do Norte para tratar do sequestro de japoneses.

O ministro da Defesa, Itsunori Onodera, foi questionado pela imprensa japonesa sobre o impacto do lançamento dos mísseis sobre este encontro na semana que vem. Ele respondeu, no entanto, que o governo como um todo vai analisar a situação e não somente a pasta de defesa.

Os disparos aconteceram também poucos dias antes da visita do presidente chinês Xi Jinping à Seul para discutir o programa nuclear da Coreia do Norte.

A China é o único grande aliado de Pyongyang e garante uma salvação econômica para a nação isolada.

A Coreia do Norte está sob sanções da ONU por causa do programa de armas nucleares.

O país já realizou testes nucleares em 2006, 2009 e 2013, e acredita-se que os norte-coreanos tenham material nuclear suficiente para um pequeno número de bombas.
Disparos

De acordo com uma nota divulgada pelo governo japonês, por volta das 5h da manhã, horário local, deste domingo (29), dois mísseis Scuds foram lançados da costa leste da Coreia do Norte em direção ao Mar do Japão.

Esta foi a terceira vez este ano que os norte-coreanos lançaram projéteis em direção ao mar. Para o Japão, a atitude é considerada muito grave, pois coloca em risco a segurança de navios e aeronaves.

O governo de Abe já encaminhou um protesto contra este tipo de lançamento à China através da embaixada em Pequim.

Fonte: BBC Brasil

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BERLIM TERÁ PRIMEIRA 'IGREJA-MESQUITA-SINAGOGA' PARA UNIR RELIGIÕES


Berlim acredita estar fazendo história no universo das religiões ao unir muçulmanos, judeus e cristãos para construir um lugar onde todos possam rezar. The House of One (A Casa de Um, em tradução livre), como está sendo chamada, terá uma sinagoga, uma igreja e uma mesquita sob o mesmo teto.

O projeto foi escolhido em um concurso de arquitetura. Trata-se de um edifício de tijolo com uma torre alta e quadrada no centro. Do outro lado de um pátio ficarão as casas de culto das três religiões - a Sinagoga, a igreja e a mesquita.

Nesta semana, os idealizadores do projeto iniciaram uma campanha para angariar fundos para a construção do edifício. Qualquer pessoa pode doar dinheiro online para o projeto – cada um pode contribuir com quantos tijolos quiser, sendo que cada tijolo custa 10 euros (cerca de R$ 30). A construção do edifício irá começar quando as doações atingirem 10 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) – a expectativa é que esse valor seja alcançado até 2015. O projeto prevê cerca de dois anos para a realização das obras.

O prédio será construído em uma região de destaque - Petriplatz - no coração de Berlim. A localização é muito importante, de acordo com um dos três líderes religiosos envolvidos, o rabino Tovia Ben Chorin. "Do meu ponto de vista judaico, a cidade que planejou o sofrimento dos judeus agora é a cidade que está construindo um centro para as três religiões monoteístas que moldaram a cultura europeia", disse à BBC.

Eles poderão se entender? "Nós podemos. O fato de que existem pessoas dentro de cada grupo que não podem é um problema, mas é preciso começar em algum lugar e é isso que estamos fazendo."

O imã envolvido, Kadir Sanci, vê A Casa de Um como "um sinal, um sinal para o mundo de que a grande maioria dos muçulmanos é pacífica e não violenta". É também, segundo ele, um lugar onde diferentes culturas podem aprender umas com os outras.

Cada uma das três áreas na Casa terá o mesmo tamanho, mas formas diferentes, explica o arquiteto Wilfried Kuehn.

Responsável pelo projeto conta que religiões compartilham muita coisa arquitetonicamente

"Cada um dos espaços foi projetado de acordo com as necessidades do culto religioso, com as particularidades de cada fé", disse. "Por exemplo, há dois andares na mesquita e na sinagoga, mas apenas um na igreja. Haverá um órgão na igreja. Teremos um lugar onde se possa lavar os pés na mesquita."

Kuehn e sua equipe de arquitetos pesquisaram projetos para os três tipos de locais de culto e encontraram mais semelhanças do que esperavam.

"O que é interessante é que, quando você volta um tempão atrás, observa-se que eles compartilham uma série de tipologias arquitetônicas. Eles não são tão diferentes", disse. "Não é necessário, por exemplo, que uma mesquita tenha um minarete – essa é apenas uma possibilidade, não uma necessidade. E uma igreja não precisa ter uma torre. Eu estou falando de voltar às origens, quando essas três religiões estavam perto e compartilhavam arquitetonicamente de muitas coisas".

No passado, as diferentes religiões usaram os mesmos edifícios, mas não no mesmo período. As mesquitas no sul da Espanha se tornaram catedrais após a conquista cristã. Na Turquia, igrejas se tornaram mesquitas. Na Grã-Bretanha, antigas capelas galesas chegaram a se tornar mesquitas - e a mesquita de Brick Lane, no leste de Londres, começou como uma igreja no século 18, depois virou uma sinagoga e agora se tornou em um lugar de culto para a recém-chegada comunidade muçulmana.
Mesmo teto

Mas isso é diferente de três religiões rezando como vizinhas sob um mesmo teto.

Religiosos realizam gesto simbólico no canteiro de obras da Casa de Um

A ideia da Casa de Um veio dos cristãos.

O pastor Gregor Hohberg, um pároco protestante, disse que a Casa será construída no local onde foi a primeira igreja em Berlim, que data do século 12. A Igreja de St Petri foi duramente atingida no final da Segunda Guerra Mundial, quando o Exército Vermelho ocupou Berlim. O que restou foi destruído no período pós-guerra pelas autoridades da Alemanha Oriental.

Então, há seis anos, os arqueólogos descobriram vestígios de um cemitério antigo e decidiram que algo deveria ser feito para ressuscitar a comunidade e o lugar de culto. O projeto se expandiu e mudou de um edifício de uma só crença para o atual plano de uma Casa para as três fés.

Cada fé manterá sua forma distinta dentro da sua área, disse o Pastor Hohberg.

"Sob o mesmo teto: uma sinagoga, uma mesquita e uma igreja. Queremos usar esses espaços para nossas próprias tradições e orações. E juntos queremos usar a área central como um espaço de diálogo e de discussão e também para aqueles não tem fé".

"Berlim é uma cidade onde pessoas de todo o mundo se reúnem e nós queremos dar um bom exemplo de união."

Fonte: BBC Brasil

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OMS TEME DISSEMINAÇÃO INTERNACIONAL DE EBOLA


A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse considerar necessário que sejam tomadas "medidas drásticas" para conter o surto de ebola na África Ocidental.

Cerca de 400 pessoas morreram desde o início do surto, que começou na República da Guiné e se espalhou para as vizinhas Serra Leoa e Libéria.

É o maior surto em números de casos, mortes e em relação à distribuição geográfica.

A OMS teme a possibilidade de "propagação internacional".

A organização enviou 150 especialistas para a região para ajudar a prevenir a propagação do vírus, mas admite que "houve aumento significativo" no número de casos e mortes.

O surto começou há quatro meses e continua a se espalhar.

Até agora houve mais de 600 casos e cerca de 60% das pessoas infectadas com o vírus morreram.

A maioria das mortes ocorreu no sul de Guekedou, na região da República da Guiné.

O diretor regional da OMS para a África, Luis Sambo, disse: "Este não é mais um surto específico de cada país, mas a crise de uma sub-regional e é preciso uma ação firme."

"A OMS está seriamente preocupada com a propagação transfronteiriça em curso para os países vizinhos, bem como o potencial de disseminação internacional", disse.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que o surto de ebola está fora de controle. A entidade teme que a epidemia se alastre mais ainda caso não haja uma forte resposta internacional.
O ebola

O ebola é uma febre hemorrágica grave causada pelo vírus ebola e não tem vacina ou cura.

A doença é transmitida pelo contato com os fluidos de pessoas ou animais infectados, como urina, suor e sangue. Os sintomas incluem febre alta, sangramento e danos no sistema nervoso central.

A taxa de mortalidade do ebola pode atingir 90% dos casos. O período de incubação é de dois a 21 dias.

Fonte: BBC Brasil

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CEM ANOS APÓS A 1ª GUERRA, FIGURA DE ASSASSINO DE ARQUIDUQUE DIVIDE OPINIÕES


Os 100 anos do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando da Áustria em Sarajevo, o ato que provocou a 1º Guerra Mundial, é lembrado de maneiras diferentes na Bósnia.

Eventos culturais e esportivos, incluindo um concerto da Filarmônica de Viena, marcam a ocasião na cidade.

Gavrilo Princip, autor do tiro que matou o hedeiro do trono austro-húngaro, continua sendo uma figura que divide opinões.

Os tiros disparados pelo estudante sérvio no dia 28 de junho de 1914, levou as maiores potências da Europa a uma guerra que durou 4 anos.

Sérvios da Bósnia, croatas, e bósnios mulçumanos ainda se dividem em relação ao papel de Princip em criar tensões na Europa em 1914.

Na Áustria, a bisneta de Francisco Ferdinando e sua família estão realizando eventos no castelo da família em Artstetten, próximo a Viena, onde o arquiduque está enterrado.
Interpretações divergentes

Líderes da Sérvia e alguns sérvios da Bósnia estão boicotando os eventos oficiais, que eles dizem ter como proposta incriminar os sérvios.

O arquiduque e sua esposa chegam em Sarajevo no dia 28 de junho de 1914

Centenas de ciclistas participaram da corrida pela paz, esta semana, para marcar o aniversário

Bósnios sérvios pretendem abrir a casa em Obljaj, onde Princip nasceu, para homenageá-lo

Na sexta-feira, sérvios do leste de Sarajevo inauguraram uma estátua de Princip, visto por eles como um herói que acabou com anos de ocupação dos balcãs pelo império austro-húngaro.

Na cidade de Visegrad, ao leste da Bósnia, atores irão reencenar o assassinato do arquiduque e sua esposa, Sofia, e a Filarmônica de Belgrado tocará obras de Vivaldi.

As comemorações no centro de Sarajevo terão um tom completamente diferente daqueles no leste da cidade, diz o correspondente da BBC, Guy De Launey.

A Filarmônica de Viena vai tocar uma seleção que relembra os tempos dias de Habsburgo, a única família governante do império áustro-húngaro.


Princip e o tirou que deu início à 1ª Guerra Mundial


- Gavrilo Princip, um dos sete membros da Mlada Bosnia (Jovem Bósnia), uma organização bósnia sérvia militante que queria independência da Áustria-Hungria.
- O arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa Sofia foram assassinados em seu carro por Princip no dia 28 de junho de 1914 em Sarajevo.
- A Áustria responde com ira e declara guerra à Sérvia, com apoio incondicional da Alemanha.
- A Rússia anuncia mobilização de suas tropas.
- A Alemanha declara guerra à Rússia, em 1º de agosto.
- Grã-Bretanha declara guerra à Alemanha, em 4 de agosto.

O concerto acontecerá na recém restaurada biblioteca nacional, que foi destruída durante a invasão da cidade por forças bósnias sérvias na Guerra da Bósnia.

O presidente austríaco, Heinz Fischer, estará presente no concerto, que é o principal dos eventos que marcam o aniversário.

As comemorações serão encerradas com um evento musical a céu aberto em Sarajevo.

Vinte e oito líderes europeus se reuniram na quinta-feira para marcar os 100 anos desde o começo da 1º Guerra Mundial em Ieper, na Bélgica.

Enquanto isso, a UNESCO pediu que todos os seus navios hasteassem suas bandeiras a meio mastro no sábado para marcar o aniversário do assassinato.

A organização está querendo chamar a atenção para sua convenção sobre o património cultural subaquático, destinado a aumentar a proteção de milhares de navios afundados que estão vulneráveis à destruição deliberada e saques.

O acordo só se aplica aos naufrágios que ocorreram há mais de cem anos, assim ao longo dos próximos quatro anos, milhares de navios britânicos, alemães e outros perdidos na 1º Guerra Mundial serão adicionados à lista.

Fonte: BBC Brasil

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A DIFÍCIL VIDA DE UMA MENINA DEUSA NO NEPAL


Samita Bajracharya é uma menina de 12 anos que vive com a família, estuda muito e gosta de tocar um instrumento nepalês semelhante ao alaúde. Até recentemente, no entanto, Samita também era venerada por pessoas que acreditavam que ela era uma deusa encarnada.

Em uma rua movimentada na cidade de Lalitpur, perto da capital do Nepal, Katmandu, uma ruela dá acesso a um pátio grande. Num canto, está uma casa modesta onde, não faz muito tempo, havia uma placa vermelha onde se lia: "Deusa viva."

No segundo andar da casa, a menina deusa passou grande parte de sua infância. Ela era chamada de Kumari, palavra que quer dizer "jovem solteira".

No Nepal, as meninas deusas são veneradas por hindus e budistas, que acreditam que elas são uma reencarnação da deusa hindu Durga. No entanto, deixam de ser deusas após sua primeira menstruação.

Eu perguntei à mãe de Samita como se sentiu quando a filha foi escolhida para ser uma Kumari.

"Fiquei feliz e triste", ela disse. "Por um lado, fiquei feliz porque quando uma filha se torna deusa, ter um deus em casa é algo maravilhoso. Mas também fiquei com medo porque eu não estava certa de que conseguiríamos seguir todas as regras".

E existem muitas regras. Por exemplo, a mãe de Samita tinha de aplicar uma maquiagem intrincada ao rosto da filha. A menina não podia sair de casa, a não ser para participar de festividades religiosas. Nessas ocasiões, seus pés não podiam tocar o chão, ou seja, alguém tinha de carregar a jovem deusa.

Adornada com colares e braceletes, a menina era levada para um trono no centro do pátio em frente à sua casa. Centenas de pessoas faziam fila para tocar seus pés e receber sua benção. Algumas traziam doações. Em silêncio, Samita aplicava um ponto vermelho em suas testas.

Ela não podia falar com ninguém, exceto sua família e amigos próximos.

Há várias Kumaris no Nepal - a mais importante, em Katmandu, vive em um local chamado Kumari Bahal

Vida Divina

A antecessora de Samita, Chanira Bajracharya, hoje com 19 anos, veste roupas ocidentais, fala inglês fluentemente e estuda administração de empresas.

Chanira explicou que aprendeu inglês lendo jornais quando era umaKumari. Ela tornou-se deusa aos cinco anos de idade.

"Quando eu era deusa, ficava olhando (o mundo lá fora) pelos buracos das janelas", contou.

"Ser deusa é como ser princesa e você recebe tudo em casa", disse. "Não sentia falta de sair, eu gostava de ficar em casa e participar da vida divina".

Mas a vida divina terminou abruptamente quando Chanira tinha 15 anos, no dia que ela teve sua primeira menstruação. De repente, ela não era mais a Kumari.

"Quando saí de casa pela primeira vez, não sabia como andar direito", contou. "Minha mãe e meu pai tiveram de segurar a minha mão e me ensinar a caminhar".

No período em que era Kumari, a menina deusa tinha recebido aulas particulares em casa. De repente, passou a frequentar a escola com outras crianças.

"Foi um grande desafio para mim", disse Chanira. "Todos os colegas de classe tinham medo de falar comigo porque eu era uma ex-deusa. Eles me tratavam de forma diferente, diziam até que eu era um alienígena".

As pessoas não mais se curvavam em sua presença, nem tocavam seus pés, como haviam feito durante anos.

"Perdi aquele respeito", ela disse. "Nunca imaginei que minha vida mudaria tanto, e de forma tão repentina".

Assim que Chanira deixou de ser deusa, os sacerdotes da região escolheram sua sucessora, Samita. Por coincidência, as duas eram amigas íntimas.

"Quando eu era deusa, ela (Samita) costumava me visitar, éramos amigas. Então ela já sabia como era a vida de uma Kumari".

Kumari

Kumari Devi são meninas pré-adolescentes, tidas como reencarnações da deusa hindu Durga - também chamada Taleju no Nepal

São escolhidas com base em várias características físicas mas também têm de passar por uma série de testes

Há várias Kumaris no Nepal - a mais importante, em Katmandu, vive em um local chamado Kumari Bahal

Segundo a crença, a deusa deixa o corpo da Kumari quando ela menstrua pela primeira vez

A Kumari é selecionada entre membros do clã Shakya ou Bajrachrya da comunidade Newari, em Katmandu
Deusas Modernas

Ao contrário do que ocorria no passado, hoje em dia as meninas deusas recebem uma educação normal - fazem até lição de casa, como qualquer outra criança.

"Não havia uma tradição de educar as Kumarisno passado", explicou a ex-professora de Samita, Rachna Upreti. "O mundo delas existia entre as quatro paredes de seus quartos".

Felizmente, as coisas mudaram, o que talvez ajude a amenizar o choque da transição entre a vida de deusa e a de uma adolescente comum.

Chanira explicou como foi a experiência de sua amiga Sanita.

"Assim que ela menstruou, foi trancada em um quarto onde a luz do sol não penetrava".

"Nenhum homem podia entrar lá, mas ela podia ter (a companhia) de várias amigas e parentes do sexo feminino".

Chanira ficou com Sanita naqueles primeiros dias, para ajudá-la a se adaptar à nova vida.

No décimo-segundo dia, não mais uma deusa, Samita pôde finalmente caminhar fora de sua casa. E já está fazendo amigos na escola.

"Acho que ela está mais feliz hoje em dia", disse Chanira.

Fonte: BBC Brasil

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