quinta-feira, 24 de setembro de 2015

BRASIL: OS VOOS COM DINHEIRO PÚBLICO DO MORALISTA AÉCIO NEVES


Aécio é um dissimulado, hipócrita como todos os moralistas que adoram multiplicar nos outros os vícios que eles próprios possuem.

Nem se pode dizer que foi provocação dos adversários, porque o relatório do governo foi feito a partir de um requerimento de um deputado do PSDB, querendo arrancar alguma “casca” para encetar um daqueles discursos moralistas sobre os “escândalos” das “mordomias petistas”.

Atirou no que imaginou e acertou naquilo que todo mundo via, detonando mais um desastre aeronáutico para Aécio Neves.

Era a antecipação do que faria, depois, no Senado, como revelou, há dois anos, o Estadão ao revelar que Aécio “fez para o Rio de Janeiro 63% das viagens bancadas pela verba de transporte aéreo do Senado”. De 83 voos, 52 começaram ou terminaram na capital fluminense. Das 25 viagens de “ida”, 22 foram de quinta a sábado; das 27 “voltas”, 22 saíram entre domingo e terça.

Que Aécio queira viajar para o Rio nos finais de semana, é direito dele. Não há nada de errado. Que o faça com o dinheiro público, é problema de todos.

Principalmente quando a hipocrisia não lhe faz corar o rosto ao reclamar austeridade.

Diz a Folha que “a jurisprudência do STJ (Superior Tribunal de Justiça) aponta que o uso de carro oficial para fins particulares é improbidade administrativa”. Um pouco menos, porque não é razoável ou seguro que o governador possa ir guiando seu automóvel para qualquer compromisso pessoal, embora a Lei Seca tenha tornado o trânsito mais seguro, como o próprio Aécio já provou.

Ora, francamente, é de dúvida que vá acontecer algo por este uso abusivo do avião, se os bravos promotores de Minas Gerais não acharam nada de errado até em fazer um aeroporto para Versalhes, digo, Cláudio.

Nada, a não ser provar, pela milésima vez, que Aécio é um dissimulado, hipócrita como todos os moralistas que adoram multiplicar nos outros os vícios que eles próprios possuem.

Não haverá um “coxinha” aecista que ache isso um absurdo como acha os miseráveis Reais entregues a uma mãe para sustentar seus filhos.


Fonte: Carta Maior

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terça-feira, 22 de setembro de 2015

SERIE FOTOGRÁFICA CONTA SOBRE A NOTÁVEL CULTURA JAPONESA


Se você sempre quis caminhar ao longo das ruas do Japão e tornar-se imerso em sua notável cultura, fotógrafo japonês Takashi Yasui pode ajudá-lo a chegar lá. Com seus instantâneos vibrantes, o artista esforço transporta os espectadores para vários locais em todo o país de tirar o fôlego. Há paisagens inundadas pela luz dourada do sol, mulheres vestidas de quimonos de seda, e arquitetura que é a epítome do brilhante artesanato. Cada imagem convidativo apresenta detalhes que não iria notar imediatamente e permite que os espectadores para ver a beleza na simplicidade.

"A fotografia é um mais do que um prazer, é uma paixão", Yasui diz, e sua paixão para o Japão é evidente através de suas imagens culturalmente ricos.















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BRASIL: LUTADORES DE ACADEMIA REALIZAM 'BLITZ' PARA ATACAR SUSPEITOS DE ASSALTO


Justiceiros de Copacabana: 30 praticantes de artes marciais realizam 'blitz' na zona sul em busca de "moleques de chinelo, com cara de quem não tem R$ 1 no bolso"

Em mais um fim de semana com arrastões em praias cariocas, um grupo de jovens decidiu fazer justiça com as próprias mãos.

Cerca de 30 homens, a maioria praticante de lutas marciais, realizaram “blitz” em ônibus que ligam o subúrbio aos bairros de Copacabana e Ipanema, na zona sul.

Buscavam “moleques de chinelo, com cara de quem não tem R$ 1 no bolso”, nas palavras de um deles.

“É óbvio que eles querem assaltar. Tocam o terror, vamos tocar também. É legítima defesa”, afirma Antônio, de 27 anos, que trabalha como vendedor de loja e mora em Copacabana.

Daniel, 31, também participa das ações. Ambos treinam em uma academia de jiu jitsu.

Os dois treinavam em horários diferentes e se conheceram em um grupo de WhatsApp. Por meio do aplicativo, marcam locais e horários para coibir supostos assaltantes.

No domingo (20), o grupo parou um ônibus da linha 472, que faz o trajeto entre o Leme (zona sul) e Triagem (zona norte), na avenida Nossa Senhora de Copacabana.

Imagens feitas por câmeras de celulares de moradores mostraram quando um menor foi retirado de dentro do coletivo e recebeu uma série de socos e chutes. Policiais precisaram intervir para evitar o linchamento.

Os integrantes do grupo prometem repetir a “blitz” no próximo final de semana.

“Não espancamos. Queremos mostrar que não somos reféns. Os policiais nos apoiaram, tanto que não nos prenderam. É o terceiro final de semana que fazemos isso”, diz Daniel, enquanto toma um copo de leite misturado com suplemento proteico.

Ele e colegas “vigiaram” as ruas de Copacabana na tarde de domingo e atacaram ao menos mais um ônibus, da linha 474, quebrando a janela e brigando com passageiros.


Passageiros pulam de ônibus pela janela após ações de justiceiros (Agência Estado)

Vendedora de uma sorveteria, Mayara da Silva, 22, disse que viu quando uma vítima de assalto reagiu e os vigilantes a ajudaram.

“Fechei a porta da loja várias vezes. Quando os dois grupos se encontravam, era uma pancadaria só. Eu apoio a revolta”, disse Mayara.
Reações

A onda de arrastões – um fenômeno que surgiu nos anos 90 nas areias das praias do Rio – durante o final de semana, apesar do reforço policial, levou alguns moradores das zonas mais ricas da cidade a se trancar em casa resignados.

Mas também alimentou a indignação de outros que lotaram grupos no Facebook com dicas de segurança, como sair armados com spray pimenta e guardassóis, e mensagens de frustração pela falta de policiamento e de “leis mais rígidas”.

Postagens com iniciativas de patrulhamento cidadão e convites ao uso de violência contra os assaltantes começaram a aparecer dentro e fora das redes sociais.

Um dos membros identificado como policial civil postou em dois grupos a seguinte mensagem: “Todos os moradores devem procurar os síndicos de seus prédios e pedir que em caso de violência contra esses marginais, se alguém atirar e matar um merda desse, não forneçam imagens das câmeras à polícia! Apaguem as imagens imediatamente! Ninguém é obrigado a fornecer as imagens! Digam que o sistema está com defeito!”.

A única participante que discordou da postagem foi convidada pelo resto a adotar um bandido e a sair da página.
Raízes do problema

Entender como uma simples ida à praia virou um pesadelo em potencial na Cidade Maravilhosa é um desafio até mesmo para especialistas em segurança pública. Isso porque as diversas raízes do problema dificultam tanto sua plena compreensão quanto a aplicação de soluções eficazes.

Para a socióloga Lia de Mattos Rocha, do Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), o “cobertor curto” da segurança pública no Rio é um dos fatores que ajuda a explicar o cenário. “Quando se investe muito em um lugar, algum outro fica sem cuidado”, explica.

Os arrastões são praticados por jovens que se deslocam, em sua maioria, de bairros da zona norte, pouco atendidos pelo poder público, para a orla da zona sul, a região mais turística e valorizada da cidade.

Nas áreas de origem dos protagonistas dos arrastões, aponta a pesquisadora, eles se acostumam desde cedo a ser reprimidos pela Polícia Militar. Desde o início deste ano, a ida deles às praias da zona sul da cidade em fins de semana de sol passou a ser interrompida no meio do caminho por operações da PM. Nas blitzes, os ônibus que levavam os jovens da periferia eram parados durante o trajeto. Muitas vezes, eles foram impedidos de seguir viagem, ainda que não tivessem cometido crimes. Em um só dia, em agosto, 150 adolescentes foram apreendidos. “Isso gera revolta”, disse Lia.

Questionado pela Defensoria Pública do Rio, este tipo de ação foi proibido pela Justiça no último dia 10, o que gerou reclamações do secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame. Nesta segunda (21), em resposta aos novos arrastões, ele atribuiu as ações à restrição ao trabalho dos policiais e disse que as abordagens voltarão a ser realizadas. O secretário afirmou ainda que as ações vinham “dando resultados positivos” e reclamou a polícia está sendo “constrangida”.

“Quando o secretário diz que a polícia está impedida de trabalhar por conta da decisão judicial, o que ele sinaliza é um pedido de autorização para agir ao arrepio da lei”, analisou Lia Rocha. De acordo com a socióloga, o tipo de delinquência praticado pelos jovens pode ser visto como o resultado de “um certo asfixiamento dessas populações diante da repressão”.

A educadora Eliana Sousa Silva, diretora da ONG Redes da Maré, classificou como “lamentáveis” tanto os arrastões quanto a resposta do poder público. “A polícia acaba demonstrando todo um preconceito em relação a determinados segmentos da sociedade. Apenas pessoas negras, homens, são diretamente atingidas. A resposta dada pela PM não enfrenta o problema real”, argumentou.

Beltrame justificou as medidas da polícia dizendo que não se trata de racismo, mas, sim, de vulnerabilidade. “Como é que um jovem sai de Nova Iguaçu, a 30 km de distância da praia, sem dinheiro para comer, para beber, para pagar a passagem, só com uma bermuda?”, declarou.

“Todas as pessoas têm direito à cidade, pobres e ricos. É um absurdo você usar como critério para determinar se uma pessoa vai cometer um crime o fato de ela estar ou não com dinheiro no bolso. É um descalabro que demonstra a falta de entendimento do Estado sobre as questões mais profundas que levam a essa violência”, respondeu Eliana.


Fonte: Folhapress -\- EL País

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MULHER QUE TEVE O ROSTO DESFIGURADO FAZ VÍDEO COM TUTORIAL DE BELEZA - COM VÍDEO


Mulher atacada com ácido na Índia emociona ao fazer vídeo com tutorial de beleza. Campanha “Make Love, Not Scars” (faça amor, não cicatrizes) visa proibir a venda de ácidos em mercados. A estimativa é que haja mil crimes como esse por ano no país

Os tutoriais de maquiagem costumam fazer bastante sucesso na internet, mas a campanha “Make Love Not Scars” (“faça amor, não cicatrizes”, em tradução livre) resolveu propor um vídeo diferente dos demais.

Nele, a indiana Reshma Bano Quereshi ensina o passo a passo de como esfoliar os lábios, usar delineador e aplicar o batom. “Parece perfeito, né?”, ela questiona, com uma expressão triste.

Ao final, a jovem mostra que a ideia da campanha é chamar a atenção para um assunto bastante sério. “Você vai achar um batom vermelho facilmente no mercado, assim como ácido concentrado. Por isso uma garota se torna, todo dia, vítima de um ataque com ácido”, alerta Reshma.

Ela teve o rosto desfigurado e ficou cega de um olho após ser atacada com o produto em 2014 pelo cunhado. A estimativa é que haja mil crimes como esse por ano no país.

Desde 2012, o número de agressões cresceu 250%, sendo que 90% das vítimas foram mulheres. Um dos objetivos do vídeo é incentivar a participação do público em um abaixo-assinado exigindo o banimento da venda de ácido para pessoas comuns na Índia.

Vídeo:

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BRASIL: 7 INFORMAÇÕES PARA VOCÊ NÃO FALAR BESTEIRA SOBRE A REDUÇÃO DE MINISTÉRIOS


Antes do corte ou da fusão de ministérios, uma pergunta é indispensável: qual é o número adequado de ministérios, empresas, autarquias, cargos, funções e funcionários públicos?

O assunto do corte de ministérios, volta e meia, reaparece no debate nacional. Geralmente, de forma torta.

A primeira pergunta, que quase ninguém se faz é: qual o número adequado de ministérios, empresas, autarquias, cargos, funções e funcionários públicos?

A resposta a essa pergunta é óbvia: depende!

Quem defende a redução do número de ministérios afirma que a medida visa reduzir gastos, uma sinalização de que o governo está “cortando na própria carne”. O argumento da “redução de gastos”, no entanto, pode ser confrontado com algumas informações relevantes para o debate:

1. O ex-presidente Lula, em 2005, através do Decreto no. 5.497/2005, considerou exclusiva dos servidores de carreira a ocupação de 75% dos cargos em comissão DAS níveis 1, 2 e 3 e 50% dos cargos DAS nível 4.

2. Esses 4 primeiros níveis de cargos em comissão representam quase 95% do total dessas vagas. Isso mesmo. O que significa que a imensa maioria desses cargos é ocupada por servidores públicos de carreira. Quem conhece a Esplanada dos Ministérios sabe que são muito poucos os funcionários públicos de esquerda.

3. É importante destacar ainda que o número de cargos em comissão aumentou proporcionalmente menos que o total de servidores. Em 2002, eram 19 mil cargos comissionados. Em 2014, 23 mil. Entretanto, a relação cargos comissionados/total de servidores em 2002 era de 3,8% e em 2014 caiu para 3,7%. Caiu pouco, mas, ao contrário do que se apregoa, não aumentou.

Muito se fala que esses cargos comissionados são remunerados com salários muito altos. Verdadeiro ou falso?

4. Diferentemente do salário da grande maioria do funcionalismo federal, os salários médios dos cargos em comissão ocupados por pessoas sem vínculo com o governo caíram em termos reais, passando de um salário médio real (em valores de 2013) de R$ 6.155,00, em 2002, para R$ 4.296,00, em 2014. Esse é o salário médio das pessoas que dirigem políticas como o Bolsa Família, o Luz para Todos, a Saúde, políticas que envolvem a aplicação de bilhões de reais e que impactam positivamente a vida de brasileiros.

Fala-se também do “inchaço” da máquina, insinuando que haveria uma contratação desenfreada de servidores públicos. Cabe então a pergunta: E os gastos com pessoal, estão descontrolados?

5. No período 2002-2014, a população aumentou quase 20%, o PIB cresceu cerca de 40% e as despesas com funcionalismo reduziram, como percentual do PIB. Era 4,8% em 2002 e chegou, em 2014, a 4,3%. Apesar do total de servidores ativos ter passado de 486 mil para 607 mil, nesse mesmo período.

6. É importante lembrar que servidores públicos garantem o funcionamento das principais políticas públicas do país. Na educação, por exemplo, o número de servidores aumentou de 165 mil, em 2002, para 260 mil, em 2014. A grande maioria deles como técnicos e professores, porque foram criadas mais de 400 novas escolas de educação profissional, científica e tecnológica, mais que triplicando o número de unidades existente em 2002.

7. Ainda na educação, foram criadas 18 novas universidades e 152 novos campi, mais que dobrando o número de matrículas e de municípios com instituições federais.

Todas as informações citadas acima podem ser checadas aqui.

José Augusto Valente, Carta Maior


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BRASIL: MILITANTE DO MAB É DETIDO POR PROTESTAR CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA EM ALTAMIRA - COM VÍDEO


A polícia militar deteve injustamente o militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) Fabiano Vitoriano durante protesto na câmara municipal de Altamira. Os movimentos sociais estavam protestando contra projeto que prevê a privatização do serviço de água e esgoto na manhã desta terça-feira (15 de setembro).

A ação truculenta aconteceu quando a polícia militar entrou na câmara e começou a arrancar os apitos que estavam na boca dos manifestantes contrários ao projeto de lei. Um vídeo feito no momento em que Fabiano foi detido mostra que ele não estava usando apito e nem oferecia risco a nenhum policial. Ele foi arrastado pelo pescoço para fora da câmara, revistado em cima da viatura da polícia (veja vídeo) e em seguida levado para a delegacia. Após lavrar termo circunstanciado, o militante foi liberado.


Leia a seguir nota do Movimento sobre esse caso:

Nós do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) repudiamos a ação violenta da polícia militar, que sem justificativa agrediu e deteve um de nossos militantes que participava de um protesto legítimo na manhã desta terça-feira (15).

Apesar de sermos reconhecidos como defensores de direitos humanos, nós integrantes do Movimento vemos sendo criminalizados de norte a sul do país. Pesam contra nós inúmeros interditos proibitórios, instrumento jurídico do tempo da ditadura militar que até hoje as empresas donas de barragem usam como forma de nos coagir a não lutar pelos direitos dos atingidos.

Na região de Altamira, somos alvo de interdito proibitório da empresa Norte Energia, dona da Belo Monte. Isso, no entanto, não nos impede se seguir lutando pelos direitos dos atingidos, em especial neste momento em que a empresa espera receber do Ibama a licença de operação para encher o lago, mas vários problemas, em especial o direito das famílias atingidas ao reassentamento, ainda não foram plenamente resolvidos.

A forma como o militante foi detido nos parece claramente política, posto que ele nada fazia de criminoso no momento da detenção. Identificar uma liderança e dar uma punição “exemplar” é uma tática bastante utilizada pelos órgãos de repressão para levar toda a coletividade e se manter passiva diante da retirada de direitos elementares, como no caso de hoje, o acesso à água gratuita e de qualidade.

Mais uma vez, manifestamos nossa indignação e reafirmamos que não vamos nos calar diante das injustiças. Seguimos em luta!

Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

Água e energia com soberania, distribuição de riqueza e controle popular!

Entenda o processo de privatização da água em Altamira

Assim como diversos municípios do país, Altamira (PA), a cidade atingida pela hidrelétrica de Belo Monte, sofre ofensiva para que o serviço de água e esgoto seja terceirizado para empresas privadas.

Em Altamira, a medida ocorre através do projeto de Lei 132, de autoria da prefeitura, sobre a criação da Coordenadoria de Saneamento do Município. O problema está no artigo 4º, que autoriza a prefeitura a terceirizar o serviço para empresas privadas sem qualquer discussão com a população ou com os demais poderes.

O projeto precisa ser aprovado na câmara municipal, no entanto, segue sem ser votado devido à pressão dos movimentos. Nesta terça-feira, ele chegou a entrar na pauta, mas, diante da pressão popular, um dos vereadores pediu vista. É a quarta sessão consecutiva que não consegue votar o polêmico projeto.

A luta contra a privatização da água e fruto de uma jornada de luta conjunta de diversos movimentos sociais e sindicatos, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Levante Popular da Juventude, Movimento Xingu Vivo Para Sempre, organizações sindicais como o Sindicato dos Urbanitários, a Federação Nacional dos Urbanitários, o Sindicato dos Professores, e partidos de esquerda como o PCdoB e o PSol.

Atualmente, Altamira não possui tratamento de esgoto e o fornecimento de água é feito pela companhia do estado, a Cosampa. Sucateada propositalmente pelo governo do PSDB, a empresa atinge no município de Altamira apenas 30% da demanda, tem uma inadimplência de impressionantes 90% e possui em seu quadro apenas 12 trabalhadores. A defesa do MAB e demais organizações é que o serviço seja mantido com a Cosampa, por ser uma empresa pública, e que haja investimentos para que ela forneça um serviço de qualidade para a população.

A instalação da rede de esgoto em Altamira é uma das principais condicionantes da construção da hidrelétrica de Belo Monte, já que, com o fechamento do reservatório, ele será despejado diretamente nas águas represadas do Xingu. A obra custou mais de R$ 200 milhões, porém um detalhe foi esquecido: quem seria responsável por fazer a ligação dos domicílios à rede. Após um longo empurra-empurra entre prefeitura e a Norte Energia, a dona de Belo Monte aceitou financiar a ligação para a prefeitura executar. O problema é que a intenção da empresa é iniciar o enchimento do reservatório da hidrelétrica nos próximos meses, porém a previsão da prefeitura para concluir as ligações é 2019.


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BRASIL: MOSTRA CULTURAL, EM SP, ALERTA PARA ALTO ÍNDICE DE MORTES DE JOVENS NEGROS


Atividades ocorrem no espaço Matilha Cultural, no centro da capital paulista

Camila Maciel
Da Agência Brasil

O alto índice de mortes de jovens negros será tema da mostra Setembro Verde: Jovem Negro Vivo a partir desta terça, 22, na capital paulista. Durante quatro semanas, exposições, debates e exibições de filme – todos gratuitos – vão promover a campanha da Anistia Internacional para dar visibilidade ao grande número de homicídios entre esta população.

A organização não governamental destaca que, segundo dados do Mapa da Violência 2012, dos 56 mil assassinatos registrados no país, 30 mil são de jovens entre 15 e 29 anos. Destes, 77% são negros. As atividades vão ocorrer no espaço Matilha Cultural, no bairro República, região central da cidade.

“É uma pauta difícil, complexa, que vem com uma carga negativa muito forte, mas é um tema urgente. A agenda da segurança pública é central para o desenvolvimento do país”, disse Rebeca Lerer, coordenadora da campanha Jovem Negro Vivo. Ela informou que o objetivo é tornar esses dados mais acessíveis, com uma linguagem multimídia, mais próxima da juventude, como infográficos, grafite, fotos, cinema, debates e intervenções. “A sensibilização da sociedade sobre esse tema é o primeiro passo para a gente conseguir reduzir esses índices e a banalização dessas mortes”, afirmou.

A Anistia Internacional lembra que a mobilização acontece em meio às investigações sobre o envolvimento de policiais militares na chacina que deixou 19 mortos em Osasco no mês passado. A organização mostrou dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo que revelam o aumento das mortes praticadas por policiais no estado. Segundo o levantamento do órgão, o número de pessoas mortas por policiais em serviço aumentou 105% entre 2013 e 2014, saltando de 346 para 708 vítimas. No primeiro semestre de 2015, foram 358 pessoas mortas pela polícia, um aumento de 9,8% comparado ao mesmo período de 2014.

As atividades começam às 17h, desta terça, 22, com a exibição do filme Sabotage, seguida por um bate-papo sobre a campanha da Anistia Internacional, com Renata Neder, representando a entidade, e o rapper GOG. Nos outros dias, a programação contará com a presença de outros movimentos sociais ligados ao tema da segurança pública. “Cada uma (organização) trabalha com um aspecto diferente nesse panorama da violência. A Anistia fala mais sobre os homicídios praticados pela polícia; a Conectas, da guerra às drogas e criminalização da juventude; o Sou da Paz, do mapa da violência armada no Brasil; e a Justiça Global vai falar da militarização da segurança pública”, disse.

A programação completa pode ser conferida aqui


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BRASIL: JUVENTUDE SEM TERRA DESAFIA EDUCADORES A AVANÇAR NA LUTA CONTRA A LGBTFOBIA NAS ESCOLAS DO CAMPO


A intervenção provocou a desconstrução sobre o ser homem e ser mulher, propondo construir uma sociedade de iguais baseada em valores socialistas.

Do Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

Da Página do MST


O preconceito contra os homossexuais nas salas de aula e a naturalização e banalização desta atitude nas escolas é algo reconhecido até mesmo pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). 


Diante de uma realidade em que se nega a violência no espaço escolar, o coletivo estadual de comunicação e juventude do MST na Bahia realizou, na última quinta-feira (17), uma intervenção política durante o 17º Encontro Estadual de Educadoras e Educadores do MST.


A juventude provocou o debate sobre a identidade de gênero no intuito de combater o preconceito e a LGBTfobia. A intervenção trouxe no olhar e no corpo dos sujeitos LGBT as marcas da violência que cotidianamente são invisibilizadas na sociedade.


Intervenção trouxe as marcas da violência que cotidianamente são invisibilizadas.

A intervenção provocou a desconstrução sobre o ser homem e ser mulher, propondo construir uma sociedade de iguais baseada em valores socialistas. 


As cores do arco-íris como instrumento de visibilidade à diversidade sexual trouxeram a simbologia da luta pela Reforma Agrária, apontando mais uma vez a importância de se pensar, no âmbito escolar, metodologias políticas e educativas que garantam plena liberdade sexual.

Eliane Oliveira, do coletivo estadual de educação, problematizou o silêncio do Estado diante da questão, ao pautar a falta de elementos políticos para se trabalhar a identidade de gênero nas escolas. 

“Precisamos criar dentro da educação popular instrumentos de formação para trabalhar uma prática pedagógica que respeite o sujeito e a diversidade embutida na sua construção social. A liberdade sexual precisa ser vista com mais sensibilidade política por nossos educadores, que precisam ter clareza do papel que possuem em construir novos sujeitos”, destacou. 

Com a finalidade de inserir o debate dentro do MST, a intervenção denunciou a violência reproduzida na lógica do capital dentro dos movimentos de esquerda, pautando a luta contra LGBTfobia como estratégia organizativa para construir uma nova sociedade.


“Torna-se necessário levantar no nosso campo popular de luta a intersetorização deste debate dentro MST, criando grupos de estudos e ampliando o conhecimento para nossos espaços regionais e estaduais de formação”, acredita Eliane. 

Para Wesley Lima, do setor de juventude e comunicação do Movimento, o sujeito LGBT está inserido em todos os espaços de luta da organização, contribuindo no avanço da luta pela democratização da terra no país.

“Nosso maior desafio é compreender os aparatos ideológicos de dominação do capital para com a classe trabalhadora, e construir ferramentas que impulsionem a participação, a mística, formação e a legitimação da diversidade como uma identidade política dentro do MST”, enfatizou Lima. 

Com isso, os LGBT Sem Terra apontam como desafio a formação política e a participação na construção orgânica da luta pela Reforma Agrária Popular. Além disso, a escola foi apontada como um importante instrumento que possa combater as mais diversas formas de opressão.


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